Eleições 2026 DF: Pautas de urbanismo e infraestrutura marcam sabatina no Sinduscon-DF

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Sabatina no Sinduscon-DF contou com participação de Leandro Grass, Celina Leão, Paula Belmonte, José Roberto Arruda, Kiko Caputo e Ricardo Cappelli

Comunicação Sinduscon-DF e Ademi-DF

Durante sabatina realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF) e a Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (ADMI DF), os candidatos ao Governo do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD), Kiko Caputo (Novo) e Ricardo Capelli (PSB) apresentaram propostas para o desenvolvimento urbano e econômico local. Entre os principais pontos abordados estiveram combate à ocupação irregular do solo, garantia de segurança jurídica, fortalecimento de infraestrutura, revitalização de áreas centrais e o papel do BRB na economia.

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Apesar das diferenças entre as propostas, os três candidatos defenderam a necessidade de planejamento, investimentos e maior capacidade de execução do poder público para orientar o crescimento da cidade. Os três primeiros a participarem da sabatina, em ordem previamente combinada entre as assessorias dos candidatos, foram Leandro Grass (PT), Celina Leão (PP) e Paula Belmonte (PSDB).

Parceria com setor produtivo

Arruda concentrou sua apresentação na retomada da capacidade de planejamento e execução do governo, com maior participação da iniciativa privada, segurança jurídica e previsibilidade para os investimentos. O candidato criticou a demora na execução de obras públicas e defendeu um “choque de gestão”, além de um plano geral de obras construído em conjunto com o setor produtivo.

Uma das propostas de maior aproximação com as lideranças empresariais foi a indicação de que seu eventual secretário de Obras será escolhido a partir de uma indicação do próprio setor. “Quando a gente traz alguém do setor produtivo, ele desenrola. É isso que eu quero fazer”, afirmou. Arruda também defendeu a utilização de parcerias público-privadas e citou projetos de infraestrutura que poderiam combinar investimentos públicos e privados.

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No debate sobre ocupação irregular, o candidato criticou a construção de empreendimentos sem alvará e em terrenos irregulares, apontando o que considera uma concorrência desigual com empresas que cumprem todas as exigências legais. “Você vai lá, compra o terreno caro, a terra é cara, tem que enfrentar a burocracia para fazer tudo direitinho. Aí o caboco vai lá na Vicente Pires e levanta um prédio lá de qualquer jeito”, disse. Na sequência, resumiu sua posição: “Águas Claras é o certo. Vicente Pires é o errado. É muito simples”, comparou.

O candidato também defendeu o uso misto do Setor Comercial Sul e propôs que o próprio setor apresente um projeto de revitalização. Em relação ao BRB, afirmou que o banco vinha exercendo um papel positivo no financiamento à construção civil. “Eu achava que ele estava indo bem, porque ele estava financiando a construção civil”, declarou.

Tecnologia e regularização

Caputo colocou o combate à ocupação irregular e a revitalização de áreas centrais entre os principais pontos de sua proposta. Para o candidato, a fiscalização deve combinar tecnologia e planejamento urbano, mas é necessário diferenciar quem promove deliberadamente uma ocupação ilegal do cidadão que adquiriu um imóvel acreditando estar dentro da legalidade. “A ocupação ilegal é caso de polícia”, afirmou. Ao mesmo tempo, defendeu a regularização de situações consolidadas quando não houver impedimentos, como forma de oferecer segurança jurídica a pessoas que vivem há anos nessas áreas.

Na área urbana, Caputo foi contundente ao defender a transformação do Setor Comercial Sul, com a ampliação dos usos dos imóveis e a possibilidade de habitação. “Sou radicalmente a favor da ocupação do Setor Comercial Sul com ensino e habitação”, afirmou. Para ele, áreas comerciais e bancárias podem receber novas atividades sem que Brasília deixe de preservar suas características urbanísticas. “Por que o setor comercial não pode ter habitação? Por que o setor comercial não pode ter uma universidade? Por que o setor bancário não pode ter uma farmácia?”, questionou.

Outra frente apresentada pelo candidato foi a redução da burocracia na aprovação de projetos. Caputo defendeu que um mesmo técnico acompanhe o empreendimento do início ao fim e que sejam estabelecidos prazos para os processos. “Temos que colocar um prazo e deixar o mesmo técnico para fazer a avaliação do início ao fim”, afirmou.

Na infraestrutura, prometeu ampliar os investimentos em obras, citando expansão do metrô, BRT e Anel Rodoviário, e propôs a contratação de seguros para obras públicas, como forma de garantir custos, qualidade e cumprimento de prazos. Sobre o BRB, defendeu que o banco precisa ser preservado: “É necessário salvar o BRB.” O candidato disse que é a favor de uma tabela de preços para que com isso sejam evitadas obras malfeitas e paradas.

Enfrentamento direto à grilagem

Capelli apresentou a posição mais incisiva no combate à grilagem. Com experiência na área de segurança pública, defendeu o uso de tecnologia para identificar novas ocupações e propôs a criação de uma delegacia especializada de combate à grilagem dentro da estrutura de meio ambiente. “Como é que não tem mapeamento no Distrito Federal para acabar com essa indústria da grilagem? Hoje em dia é tecnologia”, afirmou. Em seguida, apresentou sua proposta: “Vou criar uma delegacia especializada de combate à grilagem, pra botar grileiro na cadeia toda semana.”

Capelli afirmou ainda que a ocupação irregular não representa apenas um problema fundiário, mas produz efeitos sobre mobilidade, segurança e organização urbana. Também alertou para o risco de aproximação entre grupos envolvidos com grilagem e agentes de segurança, afirmando que esse processo poderia levar à formação de milícias. “Então, nós precisamos ser firmes. Tolerância zero com a grilagem”, declarou.

O candidato defendeu uma mudança no modelo de desenvolvimento do DF. A proposta é criar polos de desenvolvimento econômico nas diferentes regiões administrativas, reduzindo a concentração de empregos e serviços no Plano Piloto. A situação do BRB também foi tratada como uma questão estratégica para a economia do Distrito Federal.

Também participaram da sabatina os candidatos Leandro Grass (PT), Celina Leão (PP) e Paula Belmonte (PSDB).

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