Obra de Anderson Schneider, monumento está pendurado de baixo para cima por finos cabos de aço galvanizado
Comunicação Sinduscon-DF
Com apoio técnico do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Brasília se prepara para receber, no dia 25 de agosto, a instalação de A queda de Atlas, escultura de Anderson Schneider. Com quase sete toneladas, o monumento, em forma de imponente “origami” feito de aço corten e concreto, promete “travar” o cérebro de quem passar pelo local, em frente ao Sesi Lab, ao lado da Rodoviária do Plano Piloto.
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O desenvolvimento estrutural do monumento contou com o apoio direto do vice-presidente do Sinduscon-DF e suplente da Diretoria de Materiais, Tecnologia e Produtividade (Dimat) da instituição, o engenheiro civil Renato Salles Cortopassi. O projetista realizou estudos preliminares para avaliar a possibilidade de execução em concreto.
Ao constatar que o monumento ficaria excessivamente pesado, Cortoassi sugeriu a substituição da matéria-prima por aço. Enquanto o professor Reyolando Brasil, de São Paulo, desenvolveu os cálculos da versão metálica final, Cortopassi encarregou-se de verificar as fundações.
A estrutura de A queda de Atlas não se apoia em pilares. O monumento está pendurado de baixo para cima por finos cabos de aço galvanizado, o que transmite a sensação de gravidade invertida. Anderson Schneider, arquiteto, fotógrafo e artista visual, une engenharia, concepção espacial e escultura no monumento de quase sete toneladas.
O nome da criação faz alusão ao Titã Atlas da mitologia grega, divindade que recebeu de Zeus a punição eterna de carregar os céus nos ombros após sofrer derrota em uma batalha. Sob a perspectiva do criador, essa lenda ancestral espelha com precisão a dor psíquica na sociedade contemporânea, caracterizada pela exaustão e pela incessante busca por alto desempenho. Com essa proposta interativa, a escultura convida os visitantes a momentos de devaneio e leveza para mitigar o peso do cotidiano urbano.
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