Critérios técnicos avaliam como sindicato reduz resíduos, valoriza materiais recicláveis e orgânicos e promove a economia circular
Comunicação Sinduscon-DF
Já imaginou uma instituição realizar um grande evento técnico, com centenas de pessoas, sem produzir qualquer lixo para os aterros sanitários? Foi exatamente por isso que o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF) conquistou o Selo Lixo Zero, uma certificação internacional que reconhece quem realmente faz a diferença na gestão de resíduos.
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O Sinduscon-DF obteve recentemente a conquista ao realizar o seu 3º Fórum Técnico Construindo Laços, em novembro de 2025, depois de passar por um criterioso processo de avaliação. O Selo Lixo Zero foi concedido ao sindicato pelo Instituto Lixo Zero Brasil (ILZB), representante oficial no Brasil da Zero Waste International Alliance (ZWIA), uma aliança internacional que define regras e princípios para o movimento lixo zero no mundo.
Ao evitar que o lixo apodreça nos aterros, uma pessoa ou instituição também impede a liberação de gases que esquentam o planeta (os gases de efeito estufa). Durante o evento, realizado pela Diretoria de Materiais, Tecnologia e Produtividade (Dimat), o Sinduscon-DF evitou a emissão de 48 kg de CO₂ equivalente.
Para se ter uma ideia do que isso significa no mundo real, essa economia ambiental equivale a:
• 272 km rodados por um carro a gasolina;
• 3.910 recargas completas no seu smartphone;
• 1 muda de árvore crescendo tranquila por 10 anos.
Mas como funciona esse processo? Não é apenas “jogar o lixo no lixo”. Para conquistar esse selo, o Sinduscon-DF teve que seguir regras rigorosas e passar por quatro etapas principais: diagnóstico, planejamento, implementação e monitoramento. A certificação foi emitida com base em critérios técnicos que avaliam como a organização reduz seus resíduos, valoriza materiais recicláveis e orgânicos e promove a economia circular
O que é preciso para Selo Lixo Zero?
Para um evento ou empresa ser certificado, a regra de ouro é desviar pelo menos 90% de tudo o que é gerado para longe dos aterros sanitários. O Sinduscon-DF foi além e alcançou a marca histórica de 100% de desvio.
Isso significa que nada do que foi produzido no evento — desde o resto de comida até o papel higiênico — foi parar num lixão ou aterro. Para isso, a organização avaliou cinco pilares principais:
1. Educação e conscientização: Ensinar as pessoas a descartarem certo (nota: 83%).
2. Reciclagem: Dar novo uso a plásticos, papéis e metais (nota: 75%).
3. Compostagem: Transformar restos de comida em adubo (nota: 83%).
4. Ações sociais: Envolver cooperativas de catadores (nota: 100%).
5. Redução e reuso: Usar materiais que não viram lixo rápido (nota: 100%).
Passo a passo: Como o lixo sumiu?
O processo foi como um quebra-cabeça tecnológico e ambiental.
• Comida que vira planta: Todos os resíduos orgânicos (restos de almoço e coffee break) foram para o “Projeto Compostar”, onde viraram fertilizante para o solo.
• Reciclagem com propósito: Papéis e plásticos foram enviados para a cooperativa “Recicle a Vida”, gerando renda para trabalhadores e voltando para o ciclo de produção.
• O “Pulo do Gato” (CDR): Sabe aquele lixo de banheiro ou materiais que ninguém consegue reciclar? Eles não foram para o aterro! Foram transformados em CDR (Combustível Derivado de Resíduo). Esse material é triturado e usado como energia em fornos de fábricas de cimento, substituindo combustíveis fósseis que poluem muito mais.
• Nada de descartáveis: No evento, priorizaram o uso de pratos de porcelana, copos de vidro e talheres de metal. Até os estandes eram modulares e reutilizáveis.
O Sinduscon-DF seguirá com boas práticas no ecossistema da indústria da construção civil, buscando sempre ser referência para as empresas associadas na implementação de ações ambientalmente sustentáveis, socialmente inclusivas e economicamente produtivas e eficientes.
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