“Segurança nunca pode ser tratada como item opcional ou custo que possa ser eliminado”

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Vice-presidente do Sinduscon-DF alertou para as consequências do trabalho de empresas ilegais no Distrito Federal

Comunicação Sinduscon-DF

A segurança da força de trabalho da construção civil deve ser encarada como um compromisso ético e legal inegociável, jamais pode ser tratada como um item opcional ou um custo passível de corte para reduzir o preço de serviços. Esse alerta é do vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF) e diretor de Políticas e Relações Trabalhistas da entidade, José Antonio Bueno Magalhães. Ele destacou, nesta quarta-feira (29/7) que empresas ilegais negligenciam investimentos fundamentais em prevenção, o que gera riscos humanos e desequilíbrio econômico no setor.

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O representante do Sinduscon-DF destacou a importância dos investimentos em saúde e segurança no trabalho, durante uma audiência pública realizada no auditório da sede do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF). O evento, organizado em parceria com o Grupo de Trabalho Interinstitucional do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (Getrin-10), teve como objetivo central articular medidas estratégicas diante do aumento no número de acidentes graves e fatais registrados recentemente no DF.

Segundo Magalhães, os recursos destinados à proteção da saúde no ambiente laboral são pilares da atividade produtiva e não podem ser ignorados em busca de lucro imediato. “Esses investimentos representam um compromisso permanente com a segurança de trabalhadores. Infelizmente, quem atua completamente às margens da legislação normalmente deixa de realizar exatamente esses investimentos em prevenção em saúde e segurança no trabalho”, afirmou o vice-presidente.

O diretor ressaltou que essa negligência impacta diretamente a competitividade do mercad e prejudica as instituições que cumprem as normas. “Isso produz dois aspectos extremamente negativos: o primeiro é colocar a segurança de trabalhadores em risco; o segundo é criar uma concorrência desleal com as empresas que cumprem suas responsabilidades e incorporam os custos da prevenção ao seu processo produtivo”, pontuou Magalhães.

Para o Sinduscon-DF, a solução para reduzir a sinistralidade no trabalho em altura passa pela conscientização de toda a sociedade e pelo estímulo à contratação responsável. “Fortalecer a cultura da prevenção também significa valorizar quem faz a coisa certa. Significa estimular a contratação de empresas qualificadas e conscientizar a sociedade de que a segurança nunca pode ser tratada como um item opcional ou como um custo que possa ser eliminado para reduzir o preço de um serviço”, defendeu o vice-presidente.

Magalhães alertou para os perigos ocultos em orçamentos excessivamente baixos que ignoram critérios técnicos. “Quando alguém escolhe contratar apenas pelo menor preço, sem considerar a qualificação técnica e o compromisso com a segurança, existe uma grande possibilidade de que alguém tenha economizado justamente onde jamais deveria economizar”, ressaltou.

A procuradora-chefe do MPT-DF, Dalliana Vilar Pereira, reforçou a importância da vida com integridade física como um valor constitucional. A mesa de honra contou ainda com a participação de representantes do TRT-10, do Ministério do Trabalho e Emprego e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Além do setor da construção civil, representado pelo Sinduscon-DF, a audiência ouviu lideranças dos setores de telecomunicações e serviços terceirizados, com foco na busca de soluções coletivas para a prevenção de quedas e outros incidentes em altura.

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