Custo da Construção registrou a menor variação em outubro, desde 2009

Custo da Construção registrou a menor variação em outubro, desde 2009
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Agência CBIC

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aumentou 0,12% em outubro, o que correspondeu a menor variação para este mês desde 2009 (0,06%).  O resultado foi influenciado especialmente pela redução de 0,09% no custo com materiais e equipamentos, enquanto o custo com a mão de obra cresceu 0,27% e o custo com serviços apresentou alta de 0,36%.

O custo com materiais e equipamentos registrou o terceiro mês consecutivo de queda.  Isso significa que, de agosto a outubro, o referido custo recuou 0,61% e consolidou o seu processo de desaceleração. “Por mais de dois anos a forte elevação do custo dos insumos preocupou a Construção Civil e inibiu um avanço ainda maior de suas atividades. Desde 2009 o custo com os materiais não registrava queda por três meses consecutivos”, destaca a economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos.

Em outubro/2022, as maiores influências negativas para a redução foram: vergalhões e arames de aço ao carbono (-1,67%), tubos e conexões de ferro e aço (-1,38%), tubos e conexões de PVC (-0,52%), condutores elétricos (-0,90%), e compensados (-1,22%).

Segundo Vasconcelos, o aumento do custo com materiais e equipamentos, depois de oito trimestres consecutivos no topo do ranking dos principais problemas para a Construção, conforme a Sondagem da Indústria da Construção realizada pela Confederação Nacional da Indústria, com o apoio da CBIC, ficou em terceiro lugar no 3º trimestre de 2022.  Os empresários do setor avaliaram que o principal problema enfrentando nos últimos meses foi a taxa de juros elevada.  Vale ressaltar que a Selic aumentou 11,75 pontos percentuais, passando de 2% em março/21 para 13,75%.

O aumento de 0,27% no custo com a mão de obra aconteceu em função da elevação deste custo em Porto Alegre (2,53%), já que nas outras capitais pesquisadas (Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Recife) ele ficou estável.

Com o resultado de outubro, o INCC acumulou, nos primeiros 10 meses do ano, alta de 8,79% e, nos últimos 12 meses, elevação de 9,90%.

Mesmo considerando a atual desaceleração, o custo da construção continua em patamar elevado. De julho/20, até outubro/22, o INCC já aumentou 32,46% sendo que o custo com materiais e equipamentos, nesse mesmo período, apresentou elevação de 52,28%.

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