Sinduscon-DF lança Boletim CUB/m²

Sinduscon-DF lança Boletim CUB/m²
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Lucas Junqueira
Assessoria de Comunicação Social do Sinduscon-DF

Na última quarta-feira (25), o Sinduscon-DF realizou o evento de lançamento do Boletim do Custo Unitário Básico (CUB/m²). Na oportunidade, a assessora econômica do Sinduscon-MG e economista da CBIC, Ieda Vasconcelos, apresentou os dados atuais do setor da construção civil.

Durante a abertura, o primeiro vice-presidente do Sinduscon-DF, Roberto Botelho, destacou a importância do documento. ‘’O CUB é um dos índices mais importantes da construção civil, mostrando a média dos custos ao redor do Brasil”, afirmou.

A gerente-técnica do Sinduscon-DF, Gezeli Bandeira de Mello, apresentou o Boletim CUB/m² e ressaltou a relevância do indicador para o custo dos imóveis, além de servir de base para avaliação dos custos de construção de edificações. ‘’É bom o construtor ficar atento e abrir as portas para a pesquisa, porque este relatório dará condições para a empresa avaliar a qualidade de suas compras’’, completou.

Em seguida, a economista Ieda Vasconcelos trouxe mais detalhes sobre o CUB/m² e respondeu questionamentos dos participantes. Ela aproveitou para reforçar sobre a importância de empresas participarem da pesquisa em meio ao cenário de aumento no preço dos insumos. ‘’Quanto mais respostas, o Sinduscon-DF conseguirá captar o que acontece na evolução dos preços, para que então, trabalhe junto da CBIC em alguma alternativa para o setor como um todo’’, enfatizou.

Como participar?

A empresa deve demonstrar o interesse para o Sinduscon-DF - pelo número (61) 3234-8310, ramal 205 ou pelo e-mail economia@sinduscondf.org.br - que entrará em contato e realizará o cadastro para acesso ao portal do CUB/m² com login e senha provisórios, além de treinamento para preenchimento das planilhas.

Ao responder, a empresa terá acesso a um relatório mensal individualizado e exclusivo com os valores pesquisados.

Palestra: Construção civil gera o maior número de empregos de carteira assinada

Ieda Vasconcelos apresentou o contexto vivenciado no setor da construção civil diante do cenário de agravamento da pandemia da Covid-19. Segundo ela, o Brasil também enfrenta um problema endêmico: o baixo crescimento entre os anos de 2011 e 2020, além da dificuldade em desenvolver a economia. ‘’Isso fez com que esta fosse considerada como a década perdida’’, disse.

A economista também trouxe a informação de que o segmento da construção foi responsável pela maior geração de empregos de carteira assinada no país em 2020, criando cerca de 108 mil vagas - o melhor resultado dos últimos oito anos. No Distrito Federal, o número de novos postos ultrapassou 2 mil.

Em contrapartida, Ieda afirmou que o auge das atividades da construção foi em 2014, mas que, desde então, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor foi reduzido em 30%. Além disso, ressaltou que nem a geração de vagas e nem a movimentação do setor foram suficientes para recuperar as recentes perdas.

O crescimento de 10% em venda de imóveis (alavancado pela redução da baixa taxa de juros de financiamento imobiliário), a queda aproximada de 18% no número de lançamentos e o desabastecimento e consequente aumento nos preços dos insumos da construção nos últimos 12 meses; também foram abordados durante a palestra.

O evento foi aberto a debate e perguntas do público. As principais dúvidas residiram em torno da influência do CUB nos preços da construção civil, a divisão da composição do índice, a inclusão de informações por parte de profissionais liberais, entre outros.

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