Edificações do plano piloto são premiadas com Selo CAU/DF

Edificações do plano piloto são premiadas com Selo CAU/DF
Premiação reforça a necessidade de valorização de obras não monumentais (Foto: Emanuelle Sena/ASCOM RA-I)
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Lucas Junqueira
Assessoria de Comunicação Social do Sinduscon-DF

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal (CAU/DF), por meio da Comissão Temporária de Patrimônio, iniciou as entregas do Selo CAU/DF para oito edifícios do plano piloto. O objetivo principal da premiação é conscientizar a população sobre a importância da arquitetura moderna e reforçar a sua conservação; além de reconhecer e valorizar edificações não monumentais de Brasília.

Os dois primeiros selos foram entregues na manhã da última quarta-feira (2), em evento no pilotis de ambos os edifícios premiados. As próximas solenidades estão previstas para os dias 4, 9 e 11 de dezembro, sendo realizadas duas cerimônias em cada data.

Pedro Grilo, coordenador da Comissão Temporária de Patrimônio do CAU/DF, afirma que foram realizadas análises em 33 critérios, sendo os principais: fachadas originais, pilotis livre e aspectos urbanos e de acessibilidade. Dos 30 edifícios escolhidos na primeira fase, apenas 8 foram designados para receber o selo. São eles:

- 1º Selo – SQS 210 bloco C;
- 2º Selo – SQS 309 bloco E;
- 3º Selo – SQS 314 bloco K;
- 4º Selo – SQN 108 bloco D;
- 5º Selo – SQN 206 bloco I;
- 6º Selo – SQN 416 bloco H;
- 7º Selo – SQS 204 bloco K;
- 8º Selo – SQS 203 bloco C.

Grilo citou a importância da premiação e que o receio de não haver exemplares originais da arquitetura da capital no futuro foi a maior motivação para sua criação. ‘’Brasília já não é tão jovem cidade. O mais novo dos edifícios escolhidos tem 40 anos de idade. O selo vem para mostrar que há outra forma de fazer e celebrar aqueles que conseguiram manter nossa história arquitetônica, isto é, nossa cultura viva’’, comentou.

O presidente do CAU/DF, Daniel Mangabeira, afirmou que outra importante ideia do projeto é demonstrar à sociedade que as edificações não monumentais também são relevantes para a história da capital. ‘’Todos conhecem os prédios do Niemeyer, mas a arquitetura cotidiana não recebe a mesma importância de obras monumentais’’. Em consoante, Grilo citou sobre a expectativa de uma mudança de visão da população brasiliense. ‘’Espero que a moda pegue e que em breve conservar seja considerado mais interessante do que adulterar’’, finalizou.

Para Dionyzio Klavdianos, presidente do Sinduscon-DF, a iniciativa do CAU/DF é uma das mais relevantes no sentido de demonstrar aos condomínios a importância da preservação do patrimônio de Brasília. ‘’É muito original. Inclusive, um prédio que ganha o selo valoriza-se comercialmente’’, enfatizou.

E para 2021, a expectativa de Mangabeira é que a premiação se expanda para outras tipologias de habitações e noutras localidades, não apenas prédios ou no Plano Piloto. ‘’Será muito importante para o DF. Queremos atingir as regiões que possuem exemplos relevantes para a arquitetura moderna e que devem ser resguardadas’’, completou.

Selo CAU/DF

Lançada durante o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, em 17 de agosto, a premiação é constituída por uma placa alusiva ao projeto de sinalização da cidade, além de certificados emitidos pela comissão.

A iniciativa conta com o apoio do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Distrito Federal (IAB-DF), da Associação das Empresas de Arquitetura e Urbanismo de Brasília (AEarq), do Sindicato dos Arquitetos do Distrito Federal (Arquitetos-DF), da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), da Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo – Regional Centro (Fenea), da Administração Regional do Plano Piloto, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e da Secretaria de Turismo (Setur).

*Com informações do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal

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